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Na contramão dos hipermercados, minimercados lideram geração de empregos no varejo em Campinas

Na contramão dos hipermercados, minimercados lideram geração de empregos no varejo em Campinas Reprodução/EPTV Os pequenos mercados e mercearias de bairro ...

Na contramão dos hipermercados, minimercados lideram geração de empregos no varejo em Campinas
Na contramão dos hipermercados, minimercados lideram geração de empregos no varejo em Campinas (Foto: Reprodução)

Na contramão dos hipermercados, minimercados lideram geração de empregos no varejo em Campinas Reprodução/EPTV Os pequenos mercados e mercearias de bairro lideraram a geração de empregos no varejo de alimentos e bebidas em Campinas (SP) nos últimos cinco anos. Impulsionados pela busca dos consumidores por conveniência e atendimento personalizado, esses estabelecimentos seguem na contramão dos hipermercados, que registraram mais demissões do que contratações no mesmo período. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, entre abril de 2021 e abril de 2026, o segmento de pequenos estabelecimentos criou 2.449 postos de trabalho no total, o que representa um crescimento de 12,4%. 🛒 A distribuição dessas vagas revela a mudança no perfil do varejo: Minimercados, mercearias e armazéns: 747 novos empregos (liderança entre os 12 ramos analisados); Supermercados: saldo positivo de 696 vagas; Hipermercados: eliminação de 602 postos de trabalho (único segmento com mais desligamentos do que admissões). O crescimento do varejo de proximidade reflete uma transformação no comportamento de consumo e na dinâmica urbana. O economista do Sindivarejista, Jaime Vasconcellos, explica que o aumento do trânsito, o custo de locomoção nas grandes cidades e a expansão de condomínios favorecem os comércios locais. "Os estabelecimentos, vendo essa mudança de consumo e também essa transformação urbana, cada vez buscam menores equipamentos, operações mais baratas e isso casa com essa mudança de consumo que também busca tempo, conveniência, proximidade", afirma. Agora no g1 Atendimento e conveniência A comerciante Edineia Oliveira acompanha essa mudança de hábitos há mais de 20 anos no bairro Jardim Florêncio. O mercado da família, que começou com apenas um funcionário contratado, hoje emprega uma equipe com mais de 30 pessoas. A fidelização ocorre pelo relacionamento, como relata o barbeiro Davi Soliano. "Você já conhece o atendente, um açougueiro, chega ali já tem um atendimento melhor e é mais perto", diz o cliente. ➡️ Outra aposta do setor são as unidades instaladas dentro de condomínios residenciais. A empresária Munira Pavan possui três minimercados com esse perfil em Campinas e destaca a segurança e a praticidade como os principais atrativos do negócio. "Hoje nós trabalhamos 24 horas e estamos praticamente no quintal da casa do cliente", ressalta. A gerente de uma das unidades, Mariana Teixeira, reforça que a proximidade é o diferencial do formato para quem compra e para quem trabalha. "No mercado grande os clientes entram e muitas vezes nem são notados, e aqui no mercado não, a gente tem um contato bem próximo ao cliente", conta. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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